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Alter Ego

Hidden side of the moon... Reverse is the right side.

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Alter Ego

18
Mar19

Cozinhar...Amor


Laura Antunes

...hoje cozinho eu...

Cozinhar é um acto de amor...pensando bem tudo pode ser um acto de amor, quando é feito com Amor.

Foi um acto de amor teres preparado aquele cesto de piquenique para o jantar do nosso primeiro reencontro, como foi um acto de amor teres proposto ir buscar o meu cão para junto de nós...tu, que nem habituado estavas a conviver com animais em casa...

O Amor tem muitas faces e expressões...cozinhar é uma delas.

Senti-me um pouco insegura...não estava no meu território e queria muito que tudo saísse perfeito, não me merecias menos que isso.

Segui a minha intuição e os recursos que tinha à mão, o resultado provou que quando o principal ingrediente de um prato é Amor, não há forma de errar.

Preparei um costeletão de vitela da região no forno. Uma versão experimental da de Lafões, com uns upgrades que não correram mal.

Arranjei a preceito a mesa do alpendre, com uma toalha de linho que encontrei, uma jarra com hortensias que fui buscar a um terreno baldio ali perto ( temos mesmo de semear os teus girassóis e eu os meus bolbos de orquideas) espalhei velas que encontrei na casa pelo espaço exterior.

Trouxe almofadas de casa para as cadeiras exteriores.

A mesa de frente para o rio, com a ponte do lado esquerdo, rodeados de montanhas e arvoredo, com os ultimos raios de sol a darem matizes de verde dourado ás folhas das árvores era idilico, sublime, perfeito!

Quando o sol se pôs começamos a ver nascer no céu azul alaranjado pontos brilhantes cada vez mais visiveis à medida que escurecia...íamos ter um tolde de estrelas, uma noite linda de Verão...tépida e sensual.

As velas acesas, em perfeita harmonia com o cenário bucolico e romantico.

Estavamos ambos vestidos de forma despretenciosa mas cuidada, eramos apreciadores do belo em todas as expressões e concordavamos que cuidar da própria aparencia era também uma forma de reverenciar quem estava conosco.

Enquanto a vitela acabava de assar, serviste-te-nos de um vinho branco seco gelado que fomos degustando à medida que eu ia trazendo para a mesa uma salada de alface, com figos pingo de mel e meloa fatiados. Entretanto tinhas posto a tocar em surdina musicas de uma das nossas bandas de eleição...Ainda tivemos tempo de simular uma dança algo erótica...

Pronta a carne, sentamo-nos para jantar...cheirava divinamente...sabia ainda melhor: tenra e suculenta com o travo do sal rosa dos himalaias e do mix de pimentas, preta, branca, vermelha e verde que encontrei na tua cozinha.

Aquele jantar era um apelo aos sentidos...um convite subtil a mais, melhores e diferentes experiencias.

Olhamo-nos com desejo e brindamos ao que o amor nos traria e onde nos levaria...a noite estava a começar e sabiamos que terminaria quando os primeiros raios de sol nos surpreendessem abraçados...até lá muitas promessas a noite nos fazia.

@LuzEmMim

 

 

 

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